06/08/2017: Cruzeiro 0x0 Botafogo

domingo, 6 de agosto de 2017



Cruzeiro 0x0 Botafogo
Motivo: 19ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 06/08/2017 (domingo)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte-MG
Árbitro: Cláudio Francisco Lima e Silva-SE (CBF-AB)
Público Presente: 22.691
Público Pagante: 19.030
Renda: R$ 457.410,00
Cruzeiro: Fábio; Lucas Romero, Léo, Murilo Cerqueira e Diogo Barbosa; Nonoca (Robinho), Lucas Silva, Rafinha (Rafael Sobis) e Thiago Neves; Alisson (Raniel) e Sassá
Técnico: Mano Menezes
Botafogo: Gatito Fernández; Emerson (Renan Fonseca), Marcelo, Emerson Silva e Gilson; Rodrigo Lindoso, Dudu Cearense, Bruno Silva e Léo Valencia (Marcos Vinícius); Guilherme e Brenner (Vinícius)
Técnico: Jair Ventura
Cartões amarelos: Sassá, Lucas Silva e Diogo Barbosa (Cruzeiro); Dudu Cearense, Léo Valencia e Emerson Santos (Botafogo)

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O jogo

Confiante depois da goleada sobre o Vasco fora de casa, o Cruzeiro voltou ao Mineirão seguro sobre seu sistema ofensivo, propondo jogo e com muito volume. Ainda aos 2’, Sassá já tinha dado trabalho em finalização ao gol de Gatito Fernandéz e Rafinha havia colocado bola na trave direita do goleiro paraguaio. O time de Mano Menezes aproveitava, especialmente, a fragilidade de marcação pelo lado esquerdo da equipe da estrela solitária.  

Acuado nos instantes iniciais da partida, o Botafogo controlou um pouco mais a posse de bola e conseguiu diminuir o ímpeto do Cruzeiro. Apesar disso, a equipe comandado por Jair Ventura nada assustou o goleiro Fábio e seguiu dando algum espaço ao time celeste, principalmente nos contra-ataques. Thiago Neves fez bonita jogada aos 42’, fintou dois marcadores, mas Alisson desperdiçou dentro da área. Ao fim da primeira etapa, os números mostraram a superioridade azul: foram nove finalizações da Raposa (três certas, seis erradas) e 56% de posse de bola. 

Assim como iniciou a primeira etapa, o Cruzeiro voltou para o segundo tempo amassando o Botafogo em seu campo defensivo. A equipe celeste, porém, não conseguiu criar chances claras para abrir o placar. Quando não pecava no último passe, os pontas do esquema de Mano Menezes, Alisson e Rafinha, desperdiçavam as oportunidades de finalizações. Mano tentou corrigir os problemas acionando Robinho e Rafael Sobis no banco de reservas – Nonoca e Rafinha deixaram o time.

A chance clara apareceu. Aos 35’, Thiago Neves recebeu dentro da área, serviu Alisson de cabeça e o camisa 11 testou a bola na trave esquerda de Gatito. No lance, o Cruzeiro reclamou pênalti em Rafael Sobis, que foi deslocado por um defensor do Botafogo. A partida caminhou para os instantes finais com a Raposa propondo jogo, muito ofensiva, e dando espaços para o contra-ataque do Botafogo. Com Marcos Vinícius, o alvinegro foi dono da última chance do duelo, aos 42’. Guilherme saiu em velocidade e deixou o meia-atacante livre, na entrada da área. A finalização foi para fora.

03/08/2017: Vasco 0x3 Cruzeiro

sexta-feira, 4 de agosto de 2017



Vasco 0x3 Cruzeiro
Motivo: 18ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 03/08/2017 (quinta-feira)
Local: Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda-RJ
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo – SP (CBF)
Público: 4.934
Renda: R$ 108.780,00
Gols: Thiago Neves, aos 2, e Sassá, aos 18 minutos do 1º tempo; Robinho, aos 42 minutos do 2º tempo
Vasco: Martín Silva; Gilberto, Rafael Marques, Lucas Rocha e Henrique; Jean, Wellington (Thalles), Escudero e Wagner (André Rios); Paulinho e Paulo Vitor.
Técnico: Milton Mendes
Cruzeiro: Fábio, Lucas Romero, Léo, Murilo e Bryan; Henrique, Lucas Silva, Elber (Robinho) e Rafinha; Thiago Neves (Rafael Sóbis) e Sassá (Raniel).
Técnico: Mano Menezes
Cartões amarelos: Rafael Marques, André Rios, Paulo Vitor, Gilberto (Vasco); Lucas Silva (Cruzeiro)

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Do site Superesportes:

Depois de quatro partidas sem vencer no Campeonato Brasileiro (empates com Flamengo, Fluminense e Vitória e derrota para o Avaí), o Cruzeiro finalmente reencontrou o caminho dos bons resultados ao bater o Vasco por 3 a 0 na noite desta quinta-feira, no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time celeste precisou de pouco tempo para encaminhar o triunfo: marcou com Thiago Neves, aos 2min, e Sassá, aos 18min. A vitória tranquila foi reflexo de marcação consistente e entrosamento na troca de passes, sobretudo na etapa inicial. No segundo tempo, a equipe passou a maior parte do tempo controlando a vantagem e administrando a posse de bola. Mesmo em ritmo cadenciado, criou oportunidades de transformar o placar em goleada, que veio aos 42min, em belo lance do meia Robinho.

O triunfo no Rio de Janeiro fez o Cruzeiro pular do nono para o sétimo lugar (26 pontos), ultrapassando o próprio Vasco e o Botafogo – adversário de domingo, às 16h, no Mineirão, pela 19ª rodada. Se vencer o alvinegro da estrela solitária, a Raposa poderá encerrar o turno do Brasileiro no G6 – zona de classificação para a Copa Libertadores de 2018. Para isso, dependerá também de derrota do Sport (6º, com 28) para o líder Corinthians, às 19h de sábado, no Itaquerão, em São Paulo. O Vasco, que finalizou a 18ª rodada em nono, com 23 pontos, jogará no domingo, às 19h, contra a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli.

O jogo

Com quatro “caras novas” no time – Murilo, Bryan, Lucas Silva e Rafinha –, o Cruzeiro precisou de  pouquíssimo tempo para encaminhar a vitória sobre o Vasco. Logo aos 2min, Thiago Neves cobrou falta na diagonal, a bola passou por todo mundo e entrou no canto direito de Martín Silva: 1 a 0. Aos 17min, Sassá se aproveitou de bobeira de Rafael Marques, antecipou-se na jogada e acabou levando um chute do zagueiro. Pênalti. O próprio camisa 99 se encarregou da cobrança e fez 2 a 0, confirmando a fama de carrasco dos clubes cariocas – já havia marcado nos empates com Flamengo (1 a 1, no Mineirão) e Fluminense (1 a 1, no Giulite Coutinho). Demonstrando qualidade no toque de bola, a Raposa quase anotou o terceiro em Volta Redonda. Elber tabelou com Sassá, invadiu a grande área e chutou forte para boa defesa de Martín Silva. Já o Vasco não exigiu nenhuma defesa sequer do goleiro Fábio em 45 minutos. O único lance perigoso foi protagonizado por Escudero, em finalização de fora da área no começo da partida.

Na segunda parte, o Cruzeiro passou a controlar a posse de bola, com passes de lado e ritmo cadenciado. O Vasco, por sua vez, não ofereceu resistência alguma e até cedeu espaços. Com liberdade, o time mineiro avançou aos 9min em tabela de Bryan com Sassá. O lateral-esquerdo chegou cara a cara com Martín Silva e finalizou duas vezes. A bola só não entrou porque Rafael Marques salvou em cima da linha. Aos 12min, foi a vez de Elber chutar sem ângulo e exigir boa intervenção do goleiro uruguaio. No decorrer da etapa complementar, o técnico Mano Menezes colocou o armador Robinho e o atacante Rafael Sobis nos lugares de Elber e Thiago Neves. Depois, Raniel substituiu Sassá. A chance derradeira de transformar a vitória em goleada foi concretizada. Aos 42min, Robinho recebeu de Lucas Silva, driblou dois adversários em um só corte e bateu rasteiro na saída de Martín Silva: 3 a 0.

30/07/2017: Cruzeiro 0x0 Vitória

terça-feira, 1 de agosto de 2017



Cruzeiro 0x0 Vitória
Motivo: 17ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 30/07/2017 (domingo)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte-MG
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva-PA (Fifa)
Público: 10.046 pagantes
Renda: R$ 174.802,00
Cruzeiro: Fábio; Lucas Romero, Léo, Manoel (Murilo Cerqueira) e Diogo Barbosa; Henrique, Ariel Cabral, Elber (Rafinha) e Rafael Sobis; Thiago Neves e Sassá (Raniel)
Técnico: Mano Menezes
Vitória: Fernando Miguel; Caíque Sá, Kanu, Wallace e Juninho; Ramon (Cleiton Xavier), Uillian Correia, Carlos Eduardo (Renê Santos) e Yago (Patrick); David e Tréllez
Técnico: Vagner Mancini
Cartões amarelos: Uillian Correia, Fernando Miguel, Cleiton Xavier e Wallace (Vitória); Sassá, Ariel Cabral, Thiago Neves e Diogo Barbosa (Cruzeiro)





Faltou competência ao setor ofensivo do Cruzeiro na noite deste domingo, no Mineirão. O time de Mano Menezes teve pelo menos três chances claras de marcar (uma com Sassá e duas com Thiago Neves), mas desperdiçou todas elas. Ineficiente, a Raposa só empatou com o Vitória (0 a 0), em jogo da 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, o Cruzeiro foi a 23 pontos, distanciando-se do G-6. O Sport, primeiro clube na zona de classificação para a pré-Libertadores, tem 27 pontos. E o momento celeste não é bom na Série A. Já são quatro jogos sem vitórias: empates com Flamengo, Fluminense e Vitória e derrota para o Avaí.

Na próxima rodada, a Raposa enfrenta o Vasco, na quinta-feira, às 20h, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Um dia antes, o Vitória recebe a Ponte Preta, no Barradão.
Duas perdas no time e placar em branco


O Cruzeiro entrou em campo com uma novidade na escalação. O técnico Mano Menezes promoveu a volta do zagueiro Manoel ao time. Ele não jogava desde a partida de volta da quarta fase da Copa do Brasil, contra o São Paulo, no dia 19 de abril. Com isso, Murilo perdeu a titularidade.

Manoel, contudo, ficou pouco tempo em campo. O defensor foi substituído aos 39 minutos do primeiro tempo por causa de dores no pé esquerdo, justamente o local recuperado de contusão. Ele ficou com uma bolsa de gelo no pé quando deixou o jogo.

Mas, quando esteve em campo, o defensor pouco trabalhou. O Vitória jogou fechado e especulava nos contra-ataques. O time baiano teve uma grande oportunidade de marcar. No fim do primeiro tempo, o atacante colombiano Santiago Tréllez recebeu dentro da área, mas Fábio saiu bem do gol e fez a defesa.

De resto, o Cruzeiro não correu tantos riscos, mas também criou pouco no primeiro tempo. Foram duas boas oportunidades. O time celeste poderia ter tirado o zero do placar com Sobis. Aos 18 minutos, ele recebeu livre dentro da área, mas finalizou mal. Sobis enfrenta uma longa seca de gols. A última vez que ele balançou as redes foi na partida contra o Coritiba, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, no dia 25 de junho. Apesar do jejum, ele é um dos homens de confiança de Mano Menezes e não tem a vaga ameaçada. 

A outra jogada de perigo do Cruzeiro, bela por sinal, foi coletiva. Depois de troca de passes no meio-campo, o lateral Diogo Barbosa recebeu livre na esquerda e mandou na cabeça de Thiago Neves, que cabeceou para boa defesa de Fernando Miguel. Antes do fim do primeiro tempo, Mano foi obrigado a fazer outra alteração: Elber, depois de um choque com um defensor do Vitória, deixou o campo para o lugar de Rafinha.

Empate com sabor amargo


Mais presente no campo de ataque, o Cruzeiro conseguiu ter mais ação ofensiva na etapa complementar. Mas faltou competência para marcar. Foram três grandes oportunidades. Aos 18 minutos, Rafinha fez um corta-luz, e a bola sobrou limpa para Sassá, na cara do goleiro Fernando Miguel. O atacante isolou a bola.

Aos 26, outro momento de ouro para o Cruzeiro. Diogo Barbosa cruzou rasteiro na pequena área, o zagueiro Kanu furou e Thiago Neves finalizou sozinho, próximo à marca da pequena área. Fernando Miguel fez defesa à queima-roupa.

Thiago Neves ainda desperdiçou outro ataque. Aos 38, ele recebeu lançamento de Rafinha e, mesmo livre e com tempo para tomar a decisão, chutou em cima do goleiro do Vitória. Foi a oportunidade derradeira da Raposa.

O Vitória, por sua vez, continuou explorando os erros do Cruzeiro. O clube baiano reclamou um pênalti não marcado em um lance em que Ariel Cabral bloqueia a bola com o braço. O árbitro mandou seguir. 

No fim, o jogo acabou com sabor amargo para o Cruzeiro.

26/07/2017: Cruzeiro 1x1 Palmeiras

quinta-feira, 27 de julho de 2017



Cruzeiro 1x1 Palmeiras
Motivo: Jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil
Data: 26/07/2017 (quarta-feira)
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio - GO (FIFA)
Público: 41.660 pagantes / 44.842 presentes
Renda: R$ 1.277.729,00
Gols: Keno, aos 25 minutos, e Diogo Barbosa, aos 39 minutos do segundo tempo
Cruzeiro: Fábio; Lucas Romero, Léo, Murilo e Diogo Barbosa; Henrique, Ariel Cabral e Thiago Neves; Elber (De Arrascaeta), Alisson (Lucas Silva) e Rafael Sóbis (Raniel). 
Técnico: Mano Menezes
Palmeiras: Jailson; Jean, Mina, Edu Dracena e Edígio; Felipe Melo (Raphael Veiga), Thiago Santos e Guerra (Keno); Roger Guedes, Dudu (Tchê Tchê) e Borja.
Técnico: Cuca
Cartões amarelos: Alisson, De Arrascaeta e Thiago Neves (Cruzeiro); Mina, Egídio e Edu Dracena (Palmeiras)

+Fotos do Jogo




Mineirão com mais de 44 mil pessoas, jogo de mata-mata e gol de Keno para o Palmeiras aos 25 minutos do segundo tempo. O roteiro parecia reservar mais uma eliminação trágica para o Cruzeiro, a exemplo dos tropeços diante de River Plate, na Libertadores de 2015, e Estudiantes, na edição de 2009 da competição sul-americana. Só que um herói improvável tratou de mudar essa história na noite desta quarta-feira. Diogo Barbosa, lateral-esquerdo conhecido por dar muitas assistências, aventurou-se no ataque. Ao melhor “estilo centroavante”, o camisa 6 cabeceou com precisão o cruzamento do meia Alisson e garantiu o empate celeste aos 40 minutos da etapa complementar. Se há um mês a torcida celeste lamentou o placar de 3 a 3 no duelo de ida, já que a Raposa chegou a estar vencendo por 3 a 0, agora ela comemora o regulamento da Copa do Brasil, que valoriza os gols como visitante.
O sonho do título para o Cruzeiro continua. E o adversário das semifinais tem tudo para ser o Grêmio, algoz celeste na edição de 2016. Os gaúchos ganharam do Atlético-PR o confronto de ida por 4 a 0, em Porto Alegre. A partida de volta acontecerá às 21h45 desta quinta-feira, na Arena da Baixada.

O momento agora é de respirar aliviado. De acordo com o diagrama disponibilizado pela CBF, as semifinais vão acontecer nos dias 16 e 23 de agosto. O Cruzeiro, portanto, terá tempo de se preparar para a próxima etapa de sua missão. No Campeonato Brasileiro, competição em que ocupa o nono lugar, com 22 pontos, a Raposa pegará o Vitória às 19h de domingo, no Mineirão.

Já o eliminado Palmeiras tem a Copa Libertadores para salvar a temporada. O jogo de volta contra o Barcelona do Equador acontecerá no dia 9 de agosto, às 21h45, no Allianz Parque. Na ida, os equatorianos ganharam por 1 a 0. Na Série A, o Verdão está em quinto lugar, a 14 pontos do líder Corinthians. O oponente da 17ª rodada será o Avaí, sábado, às 19h, em São Paulo.

Primeiro tempo ao estilo “xadrez”

Nos esquemas táticos de Cruzeiro e Palmeiras, a expectativa era de jogo aberto. Ambos os times apostaram no 4-2-3-1, com atletas de velocidade pelas beiradas de campo. Na prática, parecia uma partida de xadrez, com movimentos calculados e demorados. A cautela adotada pelas equipes era compreensível, pois qualquer erro de posicionamento ou passe poderia proporcionar contra-ataques ao adversário. Desta forma, o Verdão – que necessitava da vitória para se classificar – controlou a posse de bola, mas sem agredir tanto. Já a Raposa se preocupou mais com a retaguarda, embora aos 3min tenha criado a primeira chance perigosa, num voleio do meia Elber que desviou na defesa alviverde.

Apesar da empolgação da multidão cruzeirense e da minoria palmeirense nas cadeiras do Mineirão, a etapa inicial foi de pouca qualidade. O que serviu de consolo para os donos da casa foram as melhores chances criadas. Thiago Neves poderia abrir o placar aos 17min, mas “embolou” com Rafael Sobis quando tentou chutar da meia-lua após receber assistência de Diogo Barbosa. Aos 25min, Mina bloqueou a finalização de Sobis, que tinha como endereço o canto direito de Jaílson. Aos 36min, Henrique bateu na “orelha” da bola quando estava livre de marcação, em cobrança de escanteio de Neves. No mais, muita precaução por parte dos comandados de Mano Menezes, até em virtude da vantagem de poder atuar por empate sem gols.

Herói improvável

O Palmeiras sim precisava buscar alternativas para se classificar. Por isso, Cuca fez a primeira alteração no intervalo: tirou Guerra e colocou Keno. Dudu deixou a ponta esquerda e passou a atuar centralizado. Aos 12mim, o alviverde ficou ainda mais ofensivo, com o armador Raphael Veiga na vaga do volante Felipe Melo. O problema é que a bola não chegava com qualidade ao centroavante Borja, que ficava preso entre Leo e Murilo. Já o Cruzeiro manteve a estratégia de marcar firme e esperar o momento certo para contra-atacar.

Aos 17min, foi a vez de Mano Menezes recorrer aos suplentes. Chamou Arrascaeta, para deleite da torcida. O camisa 10 entrou no lugar de Elber, que se esforçou durante os 62 minutos e deixou o gramado sob aplausos. A partir daquela mudança houve reajuste no posicionamento: Thiago Neves caiu pelo lado direito e o uruguaio funcionou como “ponta de lança”, mais centralizado.

As coisas pareciam funcionar bem para o Cruzeiro. Se não avançava tanto, também não sofria com o Palmeiras. Contudo, não bastava à equipe trancar o cadeado da grande área. Era preciso ter atenção com eventuais rebotes e chutes de longa distância. O que não aconteceu aos 25min, quando Keno, sozinho, chutou de fora da área ao pegar a sobra de escanteio. A bola desviou no meio do caminho e enganou Fábio. Festa verde no Mineirão: 1 a 0.

Todo o planejamento do Cruzeiro de jogar tranquilo, sem a obrigação de controlar a posse de bola, caiu por terra. Em vantagem, o Palmeiras tratou de reforçar a marcação com o volante Tchê Tchê. A Raposa, já desesperada, foi de Raniel no lugar do apagado Rafael Sobis. Situados à esquerda da cabine de imprensa, os palmeirenses cantavam alto. A classificação estava cada vez mais próxima. Porém, o velho clichê do futebol ensina que “o jogo só termina quando acaba”. Aos 40 minutos, Alisson cruzou para a grande área e o lateral-esquerdo Diogo Barbosa foi o responsável por levantar o Mineirão e garantir o passaporte cruzeirense para as semifinais: 1 a 1. No fim, Arrascaeta ainda protagonizou lindo lance ao driblar Egídio em contragolpe e parar em ótima defesa de Jaílson.

23/07/2017: Avaí 1x0 Cruzeiro

segunda-feira, 24 de julho de 2017



Avaí 1x0 Cruzeiro
Motivo: 16ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 23/07/2017 (domingo)
Local: Ressacada, em Florianópolis-SC
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza-SP (CBF-AB)
Gol: Junior Dutra, aos 21 min. do 1º tempo
Avaí: Douglas; Leandro Silva, Alemão, Betão e João Paulo; Judson, Simião (Lucas Otávio), Pedro Castro e Juan (Rômulo); Junior Dutra e Joel
Técnico: Claudinei Oliveira
Cruzeiro: Fábio; Lucas Romero, Léo, Murilo Cerqueira e Diogo Barbosa; Henrique, Lucas Silva (De Arrascaeta), Elber e Thiago Neves (Rafael Marques); Rafael Sobis e Sassá (Raniel)
Técnico: Mano Menezes
Cartões amarelos: Simião e Judson (Avaí)

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O Cruzeiro dominou o Avaí. Teve 68% de posse de bola, jogou durante grande parte dos 90 minutos no campo de ataque e finalizou cinco vezes mais que o adversário (25 a 5). No entanto, o que vale mesmo é a bola na rede. Mesmo atuando com a equipe titular, a Raposa não conseguiu isso. O Leão sim. Num lance isolado na etapa inicial, os catarinenses marcaram com o atacante Júnior Dutra, aos 21min, e venceram por 1 a 0, neste domingo, na Ressacada, em Florianópolis, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Um erro do árbitro Flávio Rodrigues de Souza no segundo tempo foi capital para a primeira vitória do Avaí sobre o Cruzeiro na história do confronto, que até então registrava três triunfos mineiros e cinco empates. Aos 15min do segundo tempo, Elber foi lançado por Arrascaeta e levou um soco do goleiro Douglas na grande área. Nem o juiz e muito menos seus assistentes viram infração na jogada, o que gerou muita reclamação do banco cruzeirense.

Mas o domínio sobre o oponente poderia ser suficiente para uma vitória da equipe de Mano Menezes, que desperdiçou boa oportunidade de voltar ao G6. Derrotada, estacionou na nona posição, com 22 pontos.

Na próxima quarta-feira, às 21h45, o Cruzeiro enfrentará o Palmeiras, no Mineirão, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Na ida, em São Paulo, no dia 28 de junho, houve empate por 3 a 3. Pelo Brasileiro, o compromisso da 17ª rodada será diante do Vitória, domingo que vem, às 19h, também no Gigante da Pampulha.

Já o Avaí, que subiu do 18º para o 17º lugar (17 pontos), jogará contra o Verdão às 19h do próximo sábado, pelo Brasileiro, no Allianz Parque.
O jogo

Nada de time alternativo. Mano Menezes escalou o Cruzeiro com os titulares. A exceção foi Ariel Cabral, que foi poupado e ficou no banco de reservas. Lucas Silva permaneceu no meio-campo ao lado de Henrique, e Rafael Sobis entrou no ataque junto de Sassá. No embalo de sua força máxima, a Raposa pressionou o Avaí desde o começo. Aos 6min, Henrique chutou de longe e exigiu grande defesa de Douglas. Thiago Neves também tentou do meio da rua, aos 17min, e o goleiro avaiano espalmou para escanteio.

Parecia fácil para o Cruzeiro, que tocava a bola com tranquilidade no campo de ataque e passava a impressão de que faria o gol a qualquer momento. Só que o Avaí tratou de surpreender e abriu o placar em seu único ataque, aos 21min. Leandro Silva cruzou rasteiro do lado direito, Pedro Castro furou e Júnior Dutra conseguiu a finalização para as redes: 1 a 0.

Os 65% de posse de bola e os quase 300 passes trocados no primeiro tempo não adiantaram muito para o Cruzeiro. Os comandados de Mano Menezes chegavam perto da área adversária, mas falhavam no último passe. Aos 43min, Sassá desperdiçou chance de ouro ao furar, de dentro da pequena área, a bola cruzada por Thiago Neves em cobrança de escanteio.

Mano Menezes manteve a formação do Cruzeiro para o segundo tempo, porém decidiu modificar a estrutura aos 11min. O volante Lucas Silva – que não fez boa partida – deu lugar a Arrascaeta, que se recuperou de torção no joelho direito e voltou a atuar depois de quase dois meses. Logo em suas primeiras participações, o uruguaio deu bons lançamentos e deixou os companheiros na cara do gol. Numa dessas jogadas, Elber sofreu pênalti do goleiro Douglas, mas o árbitro Flávio Rodrigues de Souza considerou o lance normal e não assinalou a infração – na sobra, Sassá foi travado pelo zagueiro Alemão. Os cruzeirenses, com razão, protestaram muito.

A pressão celeste em busca da igualdade continuou intensa. Aos 16min, Thiago Neves apanhou rebote dentro da grande área, bateu cruzado e obrigou Douglas a se esticar para evitar o gol de empate. No decorrer da etapa final, Mano acionou Raniel e Rafael Marques nas vagas de Sassá e Thiago Neves. Em duas faltas sofridas por Raniel, a Raposa esteve perto de somar ao menos um ponto. Aos 36min, Sobis tirou da barreira, mas chutou para fora. Aos 41min foi a vez de o goleiro Douglas saltar no ângulo esquerdo para evitar que a conclusão de Arrascaeta ganhasse as redes. O Cruzeiro bem que tentou, mas foi batido pelo antepenúltimo colocado e continua fora do G6 da competição. 

20/07/2017: Fluminense 1x1 Cruzeiro

sexta-feira, 21 de julho de 2017



Fluminense 1x1 Cruzeiro
Motivo: 15ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 20/07/2017 (quinta-feira)
Local: Giulite Coutinho, em Mesquita-RJ
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden-RS
Público: 4.757 pagantes / 5.753 presentes
Renda: R$ 115.000,00
Gols: Sassá, aos 36, e Richarlison, aos 41 minutos do 1º tempo
Fluminense: Júlio César; Lucas (Mateus Norton), Frazan, Henrique e Léo; Orejuela, Marlon Freitas, Wendel e Gustavo Scarpa; Pedro (Calazans) e Richarlison.
Técnico: Abel Braga
Cruzeiro: Fábio; Lucas Romero, Léo, Murilo e Diogo Barbosa; Henrique, Lucas Silva e Ariel Cabral (Rafael Marques); Elber (Raniel), Thiago Neves e Sassá (Bryan).
Técnico: Mano Menezes
Cartões amarelos: Richarlison, Marlon Freitas e Calazans (Fluminense); Lucas Romero, Léo e Ezequiel (Cruzeiro)

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Mesquita, RJ, 20 - Em um jogo de poucos atrativos e muitos erros, o Fluminense buscou o empate com o Cruzeiro, por 1 a 1, na noite desta quinta-feira, no estádio Giulite Coutinho, em Mesquita (RJ). O time mineiro saiu na frente, mas os cariocas empataram ainda na etapa inicial, com gol de pênalti de Richarlison, em duelo válido pela 15ª rodada do Brasileirão.
O resultado manteve as duas equipes distantes dos líderes da tabela. O time mineiro segue à frente do rival, com 22 contra 21 pontos. O Cruzeiro ocupa o oitavo lugar da classificação, enquanto o Flu é o nono colocado.
Recheado de desfalques, o time carioca foi alvo fácil dos mineiros na etapa inicial. Foi dominado, levou gol e só empatou por conta de uma falta atrapalhada de Lucas Romero sobre Richarlison dentro da área.

No segundo tempo, o Flu foi superior, apesar de criar raras oportunidades de gol. A equipe comandada pelo técnico Abel Braga sentiu falta do atacante Henrique Dourado, artilheiro do Brasileirão, com nove gols, ao lado de Jô, do Corinthians. Dourado foi preservado nesta quinta por conta de dores musculares.
THIAGO NEVES EMPOLGADO
Ganhando embalo e confiança neste Brasileirão, o Cruzeiro soube tirar vantagem dos desfalques do Flu, principalmente na defesa, para dominar o rival carioca no primeiro tempo. Diante das ausências dos zagueiros Reginaldo e Nogueira, Thiago Neves e Sassá, em sua estreia como titular no time mineiro, foram os principais jogadores da etapa inicial.

Foi dos pés dos dois jogadores que surgiram as melhores chances do gol no primeiro tempo. A primeira oportunidade surgiu aos 15, em cobrança de escanteio de Neves, e conclusão de Léo para fora. Aos 31, Thiago Neves tentou em chute de longe, exigindo boa defesa de Júlio César.

Quatro minutos depois, o meia acionou dentro da área Sassá, que bateu para as redes, diante do "golpe de vista de Júlio César. O gol acendeu o alerta no Fluminense, que reagiu prontamente. Após escanteio de Scarpa, Léo acertou cabeçada à queima-roupa e Fábio fez linda defesa, aos 36.

Na sequência, aos 39, Lucas Romero acertou Richarlison pelas costas dentro da área e o árbitro marcou a penalidade. O próprio Richarlison foi para a cobrança, mandou no canto esquerdo de Fábio e empatou o jogo. Foi somente a segunda tentativa do Flu no ataque na etapa inicial.

E FICOU NISSO
Depois do empate, as duas equipes caíram de rendimento no segundo tempo. O Cruzeiro passou a jogar recuado e praticamente só ameaçou no começo da etapa, quando Thiago Neves acertou a trave, aos 6, em jogada que o árbitro já assinalava impedimento.

Daí em diante somente o Fluminense atacou no jogo. O time mineiro não deixou a retranca nem quando Mano Menezes sacou o volante Ariel Cabral e colocou o atacante Rafael Marques em campo.

O time carioca, embora passasse a maior parte do tempo no campo adversário, mal oferecia perigo ao gol de Fábio. A armação praticamente inexistia, uma vez que Scarpa jogava apagado pela direita.

A melhor chance do time, curiosamente, saiu dos pés do meia. Aos 37 minutos, ele disparou pelo meio, entrou na área e finalizou para fora, quase cara a cara com o goleiro cruzeirense. Foi a última tentativa do Fluminense antes do apito final.

PRÓXIMOS JOGOS
Na próxima rodada, o Fluminense terá uma missão mais complicada pela frente. Vai encarar o líder Corinthians no Maracanã, no domingo. No mesmo dia, o Cruzeiro visitará o ameaçado Avaí em Florianópolis, no estádio da Ressacada.

16/07/2017: Cruzeiro 1x1 Flamengo

segunda-feira, 17 de julho de 2017




Cruzeiro 1x1 Flamengo
Motivo: 14ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 16/07/2017 (domingo)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte-MG
Árbitro: Rodolfo Toski Marques
Público:  43.480 presentes/ 39.976 pagantes
Renda: R$ 1.349.516,00
Gols: Everton aos 8 minutos e Sassá aos 14 minutos do 2º tempo
Cruzeiro: Fábio; Lucas Romero, Léo, Murilo e Diogo Barbosa; Ariel Cabral, Lucas Silva (Nonoca), Elber (Sassá) e Thiago Neves; Alisson e Rafael Sóbis (Rafael Marques).
Técnico: Mano Menezes
Flamengo: Thiago, Rodinei, Réver, Rafael Vaz e Renê, Márcio Araújo, Cuéllar (Macuello), Everton Ribeiro (Geuvânio) e Everton, Diego (Berrío) e Paolo Guerreiro.
Técnico: Zé Ricardo
Cartões amarelos: Lucas Silva, Lucas Romero e Rafael Sóbis (Cruzeiro); Geuvânio (Flamengo)